O governo dos Estados Unidos deve ampliar significativamente sua política de restrições migratórias. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou nesta quinta-feira (4) que o país está prestes a incluir mais de 30 nações em uma lista de proibição de entrada em território americano — um salto em relação às medidas já em vigor.
Durante entrevista ao programa Ingraham Angle, da Fox News, Kristi foi questionada se o número chegaria a 32 países. Ela não confirmou a cifra, mas deixou claro que a nova lista será ainda mais extensa. “Não vou especificar o número, mas são mais de 30, e o presidente Donald Trump continua avaliando os países”, afirmou.
A secretária não revelou quais nações devem ser incluídas, mas justificou a iniciativa sob o argumento de segurança. Segundo ela, países sem governo estável ou incapazes de fornecer informações confiáveis sobre seus cidadãos não deveriam ter permissão de enviar viajantes aos EUA. “Por que deveríamos permitir que pessoas desse país viessem para os Estados Unidos?”, questionou.
Nos últimos dias, Kristi já vinha adotando um discurso ainda mais duro. Na segunda-feira (1º), disse ter recomendado a Trump uma “proibição total de viagens” a cidadãos de nações que, segundo ela, estariam “inundando” o país com criminosos e pessoas dependentes de benefícios. Em publicação nas redes sociais, dobrou o tom: “Não os queremos. Nenhum”.
O novo pacote de restrições amplia um decreto assinado por Trump em junho, que já havia proibido a entrada de viajantes de 12 países, majoritariamente da África e do Oriente Médio, além de impor exigências mais duras a outras sete nacionalidades. O republicano defende que as ações são necessárias para “proteger a segurança nacional e o interesse do povo americano”.
A ofensiva migratória também inclui a revisão dos green cards de estrangeiros de 19 países, determinada na semana passada, e o reforço de operações do ICE em várias regiões. As medidas fazem parte do programa de endurecimento nas leis de imigração, que se tornou uma das principais bandeiras do segundo mandato de Trump.
*Com informações do Pleno News
