O clima político em Brasília ganhou velocidade nas últimas semanas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu impulsionar a votação da nova lei do impeachment e trabalha para que o projeto avance antes mesmo do fim de dezembro de 2025. A movimentação ocorre logo após a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que restringiu a abertura de pedidos de impeachment contra ministros da própria Corte — gesto que provocou reações no Legislativo.
Segundo informações do R7, articulações internas se intensificaram e a proposta deve ser encaminhada para discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é que o tema entre na pauta já na próxima quarta-feira (10), embora a data ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
O texto que será analisado está pronto. A nova versão foi construída pelo senador Weverton Rocha e toma como base um projeto apresentado em 2023 pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A proposta amplia o rol de autoridades que podem ser alvo de pedidos de impeachment e estabelece prazos definidos para que cada solicitação seja apreciada — uma tentativa de evitar engavetamentos e aumentar a transparência do processo.
A iniciativa surge em um momento de tensão institucional e promete reacender debates sobre limites, responsabilidades e mecanismos de controle entre os Poderes. Caso avance ainda este mês, será um dos movimentos legislativos mais relevantes do período e poderá remodelar a dinâmica política do país nos próximos anos.
