O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu, nesta terça-feira, presidentes dos diretórios estaduais do Partido Liberal em Brasília, no primeiro encontro com as lideranças regionais desde que foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República para 2026. Durante a reunião, ele pediu unidade interna e enfatizou que sua indicação partiu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de principal avalista do projeto.
Segundo participantes, Flávio classificou a candidatura como uma “missão” e afirmou que divergências não serão toleradas no processo eleitoral. O senador também reforçou que o PL manterá a diretriz de não formar alianças com partidos de esquerda em 2025 — embora, nas eleições municipais passadas, diretórios regionais tenham se aliado a siglas da base governista em alguns estados do Nordeste.
As lideranças também ouviram que a bancada do PL no Congresso deve intensificar o uso das sessões da CPI do INSS para desgastar o governo federal, relacionando irregularidades no instituto à gestão petista.
Mais cedo, em conversa com a imprensa, Flávio comentou o encontro da noite anterior com os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, que teriam demonstrado dúvidas sobre sua capacidade de “tração” eleitoral. Ele rebateu afirmando que novas pesquisas internas mostram crescimento e que seu pai reiterou, durante visita nesta terça-feira na sede da Polícia Federal em Brasília, que a candidatura “não tem volta”.
O senador também destacou que sua campanha depende diretamente do apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem trocou farpas recentemente. Segundo ele, ambos são essenciais para mobilizar o eleitorado paulista, evangélico e feminino — pilares considerados estratégicos para o PL.
Flávio ainda revisitou a polêmica em que sugeriu que sua retirada da disputa teria “um preço”, declaração interpretada como referência à aprovação de uma anistia a condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo seu pai. Ele negou essa interpretação e disse ter sido um “mal-entendido”, afirmando que o único desejo seria ver Jair Bolsonaro “livre e nas urnas”.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, condenado por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
