A bancada federal de Pernambuco protagonizou uma votação marcada por divisões internas e forte pressão política ao analisar o PL da Dosimetria, projeto que redefine critérios de punição para crimes relacionados a ataques ao Estado Democrático de Direito. A proposta, que voltou a ganhar destaque após decisões recentes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, mobilizou parlamentares de diferentes espectros ideológicos e evidenciou contrastes dentro da representação pernambucana em Brasília.
Entre os deputados do Estado, houve quem defendesse o texto como uma forma de garantir maior segurança jurídica ao sistema penal, alinhando-se ao discurso de endurecimento contra crimes de natureza golpista. Já outros parlamentares pernambucanos criticaram o projeto por considerarem que ele poderia ser usado de forma política, reforçando preocupações sobre possíveis excessos no Judiciário e efeitos diretos sobre réus de grande repercussão nacional.
A votação também ecoou nas bases eleitorais de Pernambuco. Parlamentares mais próximos do campo conservador defenderam mudanças nas regras como forma de assegurar equilíbrio entre punição e direitos garantidos pela Constituição. Já os representantes do campo progressista ressaltaram a importância de preservar mecanismos de proteção democrática, afirmando que flexibilizações podem fragilizar o enfrentamento a atos antidemocráticos.
O resultado final expôs, mais uma vez, que a bancada do Estado não atua de forma homogênea quando o tema envolve disputas jurídicas e políticas de alcance nacional. A posição dos deputados pernambucanos, agora registrada nos anais da Câmara, deve repercutir no cenário eleitoral de 2026, especialmente entre os grupos de apoio do ex-chefe do Executivo e seus opositores — ambos com forte presença no eleitorado do Estado.
Confira como cada um votou:

