O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) oficializou, neste sábado (13), a pré-candidatura da deputada estadual Rosa Amorim (PT) para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. O anúncio ocorreu no Assentamento Normandia, em Caruaru — berço político e pessoal da parlamentar — reunindo apoiadores, militantes de diversas regiões do estado, parlamentares e lideranças da esquerda pernambucana.
A decisão, segundo Rosa, foi construída de forma coletiva dentro do próprio movimento. Para ela, a candidatura surge como resposta ao atual cenário político em Brasília. “Nosso projeto nasce de um entendimento de que o Congresso Nacional tem atuado por interesses distantes da população. Não avançaremos no programa escolhido nas urnas se não tivermos uma bancada comprometida. Em 2026, nosso objetivo é ampliar a defesa da democracia e garantir a reeleição do presidente Lula. É preciso coragem para enfrentar o que está posto, e por isso assumo a pré-candidatura a deputada federal”, afirmou.
O lançamento integra a programação do 35º Encontro Estadual do MST em Pernambuco, evento anual que reúne centenas de militantes para avaliar as ações do movimento e definir prioridades para o próximo ano — especialmente as lutas políticas que se intensificam à medida que 2026 se aproxima.
Trajetória e atuação legislativa
Filha do Assentamento Normandia, Rosa Amorim fez história ao se tornar, em 2022, a primeira mulher negra LGBT+ militante do MST eleita deputada estadual. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, sua atuação tem se concentrado em pautas como agricultura familiar, reforma agrária, igualdade racial, direitos da população LGBTQIAPN+ e combate à fome.
Ela preside a Comissão de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal e também coordena a Frente Parlamentar de Combate à Fome e Insegurança Alimentar e Nutricional. Sua produção legislativa inclui iniciativas de grande alcance social, como a Lei de Cotas que reserva 30% das vagas para negros, quilombolas e indígenas em concursos públicos estaduais, o Estatuto da Igualdade Racial de Pernambuco, o protocolo de combate às opressões em estádios e arenas esportivas e a política estadual de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa nas delegacias.
Com a pré-candidatura lançada, Rosa Amorim entra no cenário federal como uma das vozes mais representativas do campo progressista no estado, apostando na força do movimento social que a formou e na defesa das pautas que marcaram sua trajetória na Alepe.
