O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já discute com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a possibilidade de deixar o comando da pasta em fevereiro do próximo ano. A conversa, segundo pessoas próximas ao ministro, ocorreu de forma reservada e contou com o aval do presidente. A informação foi revelada pela jornalista Ana Flor, do portal G1, e reforça movimentos recentes de Haddad nos bastidores do governo.
Apesar de ser apontado por setores do partido como um nome forte para a disputa eleitoral do próximo ano, Haddad tem reiterado que não pretende se lançar candidato. Seu foco, segundo aliados, está em colaborar diretamente com a campanha de reeleição de Lula, atuando na formulação de propostas e na estratégia política, além de dedicar tempo a projetos pessoais, como o lançamento de um livro.
Na avaliação do próprio ministro, o ciclo à frente da Fazenda se aproxima do fim porque as principais tarefas assumidas no início do governo foram cumpridas. Entre elas, estão a condução da reforma tributária e a implementação da política de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, medidas consideradas centrais para a agenda econômica do atual mandato.
Caso a saída se confirme, a tendência é que o cargo seja ocupado por Dário Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda e nome de confiança da equipe econômica. A eventual transição busca garantir continuidade às políticas em andamento e preservar a estabilidade do ministério em um período pré-eleitoral.
Na última semana, o próprio Haddad já havia falado publicamente sobre a possibilidade de deixar o posto para se dedicar à campanha presidencial. Em entrevista, afirmou que sua intenção é contribuir com a construção do programa de governo e com a organização da estratégia eleitoral, deixando claro que não pretende disputar cargos em 2026. O movimento indica que o ministro deve trocar o protagonismo na economia por uma atuação mais estratégica no projeto político do Palácio do Planalto.
