A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, nesta segunda-feira (16), a indicação nº 3438/2025, de autoria do deputado estadual Pastor Junior Tércio (PP), que propõe o reconhecimento da vaquejada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A medida destaca a relevância histórica, cultural e econômica da prática, considerada uma das expressões mais tradicionais do Nordeste e profundamente enraizada na identidade pernambucana.
A aprovação em Plenário representa um avanço no processo de valorização da cultura popular. Para o deputado Pastor Junior Tércio, a decisão da Alepe simboliza o respeito às tradições que atravessam gerações e seguem vivas no cotidiano de muitas famílias. Segundo ele, a vaquejada não é apenas uma manifestação cultural, mas também uma atividade que gera trabalho, renda e mantém viva a memória do povo nordestino.
Com o aval do Legislativo estadual, a vaquejada passa a ser oficialmente reconhecida como bem cultural em processo de registro. Esse reconhecimento abre caminho para políticas de preservação, como ações de documentação, pesquisas, inventários e apoio institucional, garantindo que a prática continue sendo transmitida às futuras gerações e fortalecendo a identidade cultural de Pernambuco.
A próxima etapa do processo ficará sob responsabilidade da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que realizará a análise técnica necessária. Caso os critérios exigidos sejam atendidos, o órgão fará a inscrição da vaquejada no Livro de Registro correspondente, formalizando sua condição de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.
