O papa Leão XIV voltou a afirmar a posição firme da Igreja Católica contra todas as formas de antissemitismo ao conversar, nesta quarta-feira (17), com o presidente de Israel, Isaac Herzog. A manifestação ocorreu após o atentado terrorista registrado em Sydney, na Austrália, durante um ato da comunidade judaica, ataque que deixou 16 mortos e reacendeu o alerta internacional sobre a violência contra judeus.
Segundo comunicado divulgado pela Santa Sé, a ligação telefônica ocorreu em clima de diálogo por ocasião das celebrações do Natal e da festividade judaica do Hanukkah. Durante a conversa, o pontífice destacou que o antissemitismo continua a semear medo não apenas entre comunidades judaicas, mas também na sociedade como um todo, reafirmando a condenação inequívoca da Igreja a esse tipo de ódio.
O papa já havia se pronunciado sobre o ataque na última segunda-feira (15), quando classificou o episódio como um “massacre terrorista”. Na conversa com Herzog, Leão XIV também renovou o apelo à perseverança nos processos de paz em curso no Oriente Médio, defendendo esforços concretos para a superação dos conflitos que atingem a região.
O diálogo entre o pontífice e o presidente israelense retoma a aproximação iniciada no encontro realizado no Vaticano em 4 de setembro, quando Herzog convidou Leão XIV a visitar Israel. Na ocasião, ambos trataram da situação em Gaza, da necessidade de garantir um futuro ao povo palestino e da urgência de alcançar um cessar-fogo permanente.
O convite foi visto como um gesto simbólico de reaproximação após anos de tensões durante o pontificado de Francisco, marcados por críticas e declarações contundentes do então papa sobre a guerra na Faixa de Gaza, incluindo o apelo para que se investigasse se determinadas ações poderiam configurar genocídio. Agora, sob Leão XIV, o Vaticano sinaliza a manutenção do diálogo, combinando condenação ao ódio religioso com a defesa insistente da paz e da convivência entre os povos.
*Com informações da Agência EFE
