O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou nesta quinta-feira (25) uma publicação com a leitura da carta em que o ex-presidente Jair Bolsonaro confirma a escolha do senador Flávio Bolsonaro para concorrer à Presidência da República em seu lugar. O gesto do chefe do Executivo argentino deu dimensão internacional ao movimento político da família Bolsonaro e incendiou as redes sociais.
Na gravação repostada por Milei, Flávio lê o texto escrito pelo pai e afirma ter recebido a mensagem “com muita emoção”, destacando o peso simbólico e político da decisão. Na carta, Jair Bolsonaro diz que entrega “o que há de mais importante na vida de um pai” ao confiar ao filho a missão de “resgatar o Brasil”, em uma narrativa marcada por referências bíblicas e tom messiânico.
A repercussão foi imediata entre aliados. O senador respondeu em espanhol a interações nas redes sociais afirmando que o objetivo é “libertar o Brasil e toda a América do Sul” e reforçando o discurso contra o socialismo. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro celebrou publicamente a repostagem feita por Milei, enquanto outros parlamentares bolsonaristas trataram a escolha como um “chamado” e não apenas uma candidatura.
O conteúdo da carta foi escrito pouco antes de Jair Bolsonaro entrar no centro cirúrgico para uma operação de hérnia inguinal bilateral, consequência da facada sofrida durante a campanha de 2018. O ex-presidente permanece internado, mas seu gesto político — amplificado por Milei — deslocou o foco do debate público para a sucessão dentro do bolsonarismo e para a tentativa de manter o capital político do grupo ativo no cenário eleitoral.
Ao compartilhar a mensagem, Milei não apenas demonstrou alinhamento ideológico com Bolsonaro, como também lançou luz sobre uma articulação que ultrapassa fronteiras nacionais. O episódio reforça a aproximação entre lideranças da direita sul-americana e sinaliza que a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro já nasce cercada de simbolismo, apoio internacional e forte carga retórica, em meio a um ambiente político ainda marcado por polarização e disputa de narrativas.
*Com informações do Pleno News
