Um tribunal da Rússia condenou nesta quinta-feira (25) o ativista Sergei Udaltsov, um dos opositores mais conhecidos do presidente Vladimir Putin, a seis anos de prisão em regime de segurança máxima. Líder do movimento Frente de Esquerda e ligado ao Partido Comunista russo, Udaltsov foi considerado culpado por apoiar atividades classificadas como terroristas pelo Estado.
Preso desde o ano passado, o opositor foi alvo de acusações baseadas em um artigo publicado na internet, no qual manifestava apoio a um grupo de ativistas russos previamente condenados por supostamente integrar uma organização terrorista. Esses militantes receberam, no início do mês, penas que variam de 16 a 22 anos de prisão, em um processo que também gerou críticas de setores independentes e de defensores de direitos humanos.
Segundo o site de notícias independente Mediazona, Udaltsov negou todas as acusações e classificou o processo como politicamente motivado. Após a leitura da sentença, o ativista descreveu a decisão como “vergonhosa” e anunciou que iniciaria uma greve de fome em protesto contra o que considera uma perseguição judicial.
A condenação reforça o endurecimento do aparato repressivo russo contra vozes dissidentes, especialmente aquelas vinculadas à esquerda não alinhada ao Kremlin. O caso de Udaltsov se soma a uma série de processos recentes que têm levado opositores políticos, jornalistas e ativistas a longas penas em colônias penais, alimentando críticas internacionais sobre o uso da legislação antiterrorismo como instrumento para silenciar adversários do governo.
*Com informações da Agência EFE
