A atriz francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela fundação que leva seu nome, responsável por divulgar a notícia à imprensa internacional. Até o momento, a causa da morte, o local e o horário do falecimento não foram informados.
Em nota enviada à agência AFP, a Fundação Brigitte Bardot lamentou a perda de sua fundadora e presidente, destacando que a artista abandonou o auge da carreira para dedicar sua vida à defesa dos animais. O comunicado ressaltou o legado humanitário deixado por Bardot, reconhecida mundialmente não apenas por sua trajetória artística, mas também por sua militância em prol da causa animal.
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot iniciou sua carreira no cinema ainda muito jovem. Estreou nas telas em 1952 com o filme A Garota do Biquíni, mas alcançou fama internacional em 1956 ao protagonizar E Deus Criou a Mulher, obra que a transformou em símbolo de liberdade, sensualidade e ruptura de padrões na sociedade da época.
Dona de uma beleza marcante, Bardot tornou-se um dos maiores ícones femininos do século XX, influenciando gerações na moda, no comportamento e na estética. Seu estilo ajudou a definir uma era e consolidou sua imagem como referência cultural muito além do cinema.
No auge da fama, porém, Brigitte Bardot surpreendeu o mundo ao se afastar das telas para se dedicar integralmente ao ativismo em defesa dos animais. A fundação que criou tornou-se uma das mais conhecidas organizações do gênero na Europa, atuando em campanhas contra maus-tratos e na proteção da vida animal em diversos países.
A atriz teve um único filho, Nicolas-Jacques Charrier, nascido em 1960, fruto do casamento com o ator Jacques Charrier. Ao longo da vida, Bardot também foi casada com Roger Vadim, Gunter Sachs e, desde 1992, com Bernard d’Ormale, seu companheiro até os últimos anos.
Com sua morte, o cinema perde uma de suas figuras mais emblemáticas e a causa animal se despede de uma de suas defensoras mais influentes. Brigitte Bardot deixa um legado que atravessa gerações, unindo arte, liberdade e ativismo em uma trajetória única na história cultural mundial.

*As informações são do jornal O Globo.
