O governo da Rússia informou nesta segunda-feira (29) que o presidente Vladimir Putin deverá conversar novamente por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita após a reunião realizada neste domingo (28) entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Questionado sobre quando ocorrerá o novo contato entre os dois líderes, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, limitou-se a responder que será “muito em breve”, durante entrevista coletiva diária em Moscou.
Peskov, no entanto, descartou a possibilidade de uma conversa direta entre Putin e Zelensky neste momento. O porta-voz também afirmou que não há discussões em andamento sobre um eventual cessar-fogo durante o período festivo, incluindo o Natal ortodoxo, celebrado em 7 de janeiro.
A expectativa por um novo telefonema entre Putin e Trump surge após o encontro de mais de três horas entre Trump e Zelensky na Flórida. Segundo autoridades americanas, cerca de 95% de um plano de paz com 20 pontos já estaria alinhado, mas ainda restam questões consideradas sensíveis, como o futuro da região do Donbas e os termos de um possível cessar-fogo.
Antes dessa reunião, Trump já havia conversado por telefone com Putin. De acordo com o Kremlin, o líder russo aceitou uma proposta americana para tratar o conflito na Ucrânia por meio da criação de grupos de trabalho, sendo um voltado às questões de segurança e outro aos aspectos econômicos.
Nesta segunda-feira, Moscou evitou comentar o teor da reunião entre Trump e Zelensky, alegando não ter recebido informações oficiais de Washington. Segundo Peskov, somente após um novo contato direto entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos o Kremlin terá condições de avaliar os desdobramentos das conversas diplomáticas.
A sinalização de um novo diálogo entre Putin e Trump mantém a expectativa internacional sobre possíveis avanços nas negociações envolvendo a guerra na Ucrânia, em um momento de intensa movimentação diplomática entre as principais potências globais.
*Com informações da Agência EFE
