Apesar da promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acabar com a fila do Instituto Nacional do Seguro Social, o número de brasileiros à espera de aposentadorias, pensões e outros benefícios mais que dobrou ao longo do atual mandato. Dados oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que, em janeiro de 2023, início do terceiro governo Lula, havia cerca de 1,2 milhão de requerimentos pendentes. Já em outubro de 2025, o total saltou para 2,86 milhões.
O crescimento expressivo da fila contrasta com o discurso adotado pelo petista durante a campanha eleitoral, quando afirmou que a demora na concessão de benefícios era resultado de má gestão e prometeu resolver o problema. Dois anos depois, a realidade indica um cenário ainda mais crítico para milhões de segurados que dependem da Previdência Social.
Procurado, o INSS atribuiu o aumento da demanda a mudanças na legislação que ampliaram o acesso aos benefícios sociais. Entre os fatores citados pelo instituto estão o envelhecimento da população e o novo modelo de cálculo da renda familiar para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que teria ampliado o número de pessoas aptas a solicitar o auxílio.
Em nota, o órgão reconheceu a gravidade da situação, mas afirmou que o problema não depende apenas da estrutura interna da autarquia. Segundo o INSS, a análise de muitos pedidos envolve outros órgãos do governo federal, o que acaba atrasando a liberação dos benefícios.
– Trata-se de um desafio complexo, cuja resolução vai além das ações do INSS. Temos adotado medidas como mutirões de atendimento e, mais recentemente, a criação de um comitê de enfrentamento à fila – informou o instituto.
Enquanto isso, milhões de brasileiros seguem aguardando a liberação de direitos previdenciários, em um cenário que pressiona o governo Lula e reforça críticas sobre a capacidade da atual gestão de cumprir promessas centrais feitas durante a campanha presidencial.
*Com informações da Agência AE
