O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que Israel “talvez já não existisse” se não fosse a liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, marcada por uma troca intensa de elogios entre os dois líderes, após uma reunião a portas fechadas.
Trump classificou Netanyahu como “um primeiro-ministro do mais alto nível em tempos de guerra” e sugeriu que a permanência do Estado israelense estaria diretamente ligada às decisões tomadas por ele no atual cenário de conflito. Segundo o presidente americano, se outro líder estivesse no comando, o destino de Israel poderia ter sido diferente.
Apesar do tom efusivo, nenhum dos dois detalhou os temas discutidos na reunião reservada, que antecedeu a coletiva. A expectativa, no entanto, era de que o encontro tivesse como foco central o avanço da segunda fase do plano de paz na Faixa de Gaza, especialmente o desarmamento do grupo terrorista Hamas.
Antes do encontro, o governo israelense havia condicionado qualquer avanço nessa nova etapa à devolução do corpo de Ran Gvili, policial israelense morto durante os ataques de 7 de outubro de 2023. Segundo autoridades, Gvili é o último corpo ainda sob poder do Hamas, após a entrega de reféns vivos e de mais de 20 cadáveres nos últimos meses.
Durante a coletiva, Netanyahu agradeceu publicamente o que chamou de ajuda “inestimável” de Trump ao longo do conflito e revelou a intenção de conceder ao presidente americano o Prêmio Israel, honraria que, segundo ele, nunca foi entregue a um não israelense em quase 80 anos. O premiê afirmou que a decisão partiu do ministro da Educação e seria um reconhecimento pelas contribuições de Trump ao Estado de Israel e ao povo judeu.
O gesto simbólico reforça a proximidade política entre os dois líderes em meio a um dos períodos mais delicados da história recente do Oriente Médio, enquanto a comunidade internacional segue acompanhando com atenção os desdobramentos do conflito e as tentativas de estabilização da região.
*Com informações da Agência EFE
