O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ter autorizado o primeiro ataque por terra contra o território da Venezuela na última semana, como parte da ofensiva norte-americana contra o narcotráfico. Segundo o republicano, a ação teria destruído uma “grande instalação” usada para abastecer navios com drogas.
A declaração foi feita durante entrevista à rádio WABC, no dia 26 de dezembro. Sem apresentar detalhes operacionais, Trump afirmou que a ofensiva ocorreu há poucos dias e que o alvo foi atingido “com muita força”.
– Acabamos de destruir, não sei se você leu ou viu, eles têm uma grande fábrica, ou uma grande instalação, de onde vêm os navios. Há duas noites, destruímos isso. Então, os atingimos com muita força – declarou o presidente.
Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente a operação, assim como o governo venezuelano também não se manifestou sobre a suposta ação militar. Caso seja confirmada, a ofensiva marcaria o primeiro ataque terrestre realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela no contexto da atual campanha lançada por Washington contra o narcotráfico na região.
Segundo a CNN, um funcionário do governo americano afirmou que Trump se referia a uma instalação ligada ao tráfico de drogas, mas evitou fornecer mais informações sobre localização, alvos ou eventuais baixas. A falta de detalhes reforça o clima de incerteza em torno da declaração presidencial.
Trump já vinha sinalizando uma escalada das ações contra a Venezuela. No último dia 11 de dezembro, durante fala no Salão Oval, o presidente afirmou que os Estados Unidos intensificariam os ataques contra narcotraficantes venezuelanos e que operações em solo ocorreriam “muito em breve”.
– [A ação contra a Venezuela] é sobre muitas coisas, eles nos trataram de forma ruim, e agora nós não estamos tratando eles tão bem. E nós vamos começar [a agir] por terra também – disse à época.
Nos últimos meses, os EUA têm promovido ataques a embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas no Mar do Caribe e apreendido navios petroleiros sob sanções internacionais. O governo de Nicolás Maduro classifica essas ações como “pirataria” e acusa Washington de violar a soberania venezuelana, aumentando ainda mais a tensão entre os dois países.
