O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu o advogado Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, como o novo ministro da Justiça. A informação foi confirmada pela reportagem da Jovem Pan e a expectativa é de que a nomeação seja oficializada no Diário Oficial da União até o fim desta semana. Ele assume o posto após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo alegando motivos pessoais.
Nome considerado de confiança do presidente, Wellington César possui uma trajetória marcada pela atuação no serviço público e pelo trânsito entre áreas técnicas e políticas do governo. No atual mandato, exerceu funções estratégicas, como a chefia da Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, onde atuou diretamente na assessoria jurídica ao Palácio do Planalto e na análise de medidas do Executivo. Nos bastidores, é visto como um articulador com capacidade de diálogo dentro e fora do governo.
Antes disso, construiu carreira no Ministério Público da Bahia, onde chegou ao cargo de procurador-geral de Justiça. Em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, chegou a ser nomeado ministro da Justiça, mas permaneceu no posto por apenas 11 dias, após o Supremo Tribunal Federal considerar inconstitucional a acumulação de funções públicas que exercia naquele momento. Ainda assim, manteve-se como um nome influente no campo jurídico e político, especialmente entre aliados da chamada “ala baiana” do governo federal.
A escolha de Wellington César ocorre em meio a um redesenho da estrutura ministerial promovido por Lula. O presidente decidiu desmembrar a antiga pasta da Justiça e Segurança Pública, criando um ministério específico para a área de segurança. A mudança faz parte de um rearranjo político na Esplanada, em um contexto de articulações intensificadas às vésperas do período eleitoral.
Para o comando do novo Ministério da Segurança Pública, o nome mais citado nos bastidores é o de Chico Lucas, atual secretário de Segurança do Piauí. Ele vem sendo defendido por aliados do governo, que destacam resultados obtidos no estado, como a redução de crimes patrimoniais e de homicídios, indicadores que passaram a ganhar visibilidade nacional.
Com a definição do novo ministro da Justiça e a possível criação de uma pasta dedicada exclusivamente à segurança, o governo Lula sinaliza uma tentativa de reforçar a gestão dessas áreas estratégicas, em um momento de ajustes políticos e de atenção redobrada às pautas institucionais e de segurança pública no país.
