Parlamentares de oposição que integram a CPMI do INSS protocolaram nesta terça-feira (13) um pedido no Supremo Tribunal Federal para a adoção de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa partiu da bancada do Partido Novo e está inserida no contexto das investigações que apuram um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça e tem como principal argumento o risco de que Lulinha deixe o país nos próximos dias. Segundo informações divulgadas pela colunista Valentina Moreira, do portal Metrópoles, ele teria planos de viajar para Madri, na Espanha, onde reside desde meados de 2025. Para os parlamentares, a eventual saída do território nacional poderia comprometer o andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela própria comissão parlamentar.
Em declarações públicas, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), líder do Novo na Câmara, afirmou que as suspeitas atribuídas a Lulinha são graves e que ele não pode se furtar à atuação da Justiça brasileira. Segundo o parlamentar, há elementos já em posse da Polícia Federal que colocariam o filho do presidente no centro do escândalo envolvendo o desvio de recursos de aposentados, incluindo menções a repasses mensais e valores expressivos supostamente ligados ao esquema investigado.
A petição é assinada pelos deputados Marcel van Hattem, Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), além dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. No documento, os parlamentares citam informações obtidas no âmbito da Operação Sem Desconto, que apontariam indícios de ligação entre Lulinha e empresas associadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os valores mencionados chegariam a cerca de R$ 1,5 milhão, conforme os dados apresentados à Justiça.
Com base nesses elementos, a oposição solicita a adoção de medidas cautelares alternativas à prisão, como a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica. O objetivo, segundo os signatários, é assegurar a continuidade das investigações, evitar risco de evasão e garantir a eventual aplicação da lei penal. Caberá agora ao Supremo Tribunal Federal analisar o pedido e decidir sobre a adoção das medidas solicitadas.
