O deputado estadual Romero Albuquerque voltou a criticar a política de segurança pública do governo de Pernambuco ao comentar os números de roubos e furtos de veículos registrados em 2025. Segundo o parlamentar, os dados revelam um cenário distante do discurso oficial e reforçam a sensação de insegurança vivida pela população. Para ele, o estado encerrou o último ano com mais de 18 mil ocorrências desse tipo, com menos da metade dos veículos recuperados pelas forças de segurança.
Em tom duro, Romero questionou a efetividade das ações do governo e afirmou que a realidade nas ruas contrasta com a propaganda institucional. Na avaliação do deputado, o medo é generalizado e perceptível no cotidiano da população, apesar das promessas de redução da criminalidade. Ele classificou o discurso oficial como incoerente e acusou a gestão estadual de tentar suavizar os números em um momento de forte cobrança social.
O parlamentar também colocou em xeque a meta anunciada pelo governo de reduzir em 30% os casos até o fim de 2026. Para Romero, os próprios dados oficiais demonstram que o objetivo é irrealista, uma vez que os registros de 2025 já superaram os do ano anterior. Conforme destacou, foram mais de 11 mil queixas no último ano, superando em 108 ocorrências o total de 2024, o que, em sua visão, evidencia um crescimento do problema em vez de recuo.
Ao relacionar o tema com outras áreas da segurança pública, Romero lembrou que já havia apontado omissões do governo em relação aos dados de feminicídios e afirmou que a mesma lógica se repete no combate aos crimes patrimoniais. Segundo ele, enquanto o Executivo comemora reduções pontuais em determinados indicadores, outros números preocupantes seguem aumentando sem respostas concretas.
Diante do cenário, o deputado afirmou que pretende apresentar propostas na Assembleia Legislativa para reforçar o trabalho das forças de segurança, com foco em investimentos em inteligência policial e maior presença ostensiva nas ruas. Romero garantiu que seguirá pressionando o governo e afirmou que seu papel é expor os dados e cobrar providências. Para ele, mais do que promessas em ano eleitoral, a população espera ações efetivas que devolvam a sensação de segurança no dia a dia.
