A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York, em setembro de 2025, para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, custou ao menos R$ 6 milhões aos cofres públicos. Os dados constam em informações encaminhadas pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara dos Deputados e foram divulgados pelo colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, neste domingo (18).
De acordo com o levantamento apresentado pelo Itamaraty, os gastos incluíram 553,3 mil dólares, cerca de R$ 2,9 milhões, com hospedagem, além de 603,2 mil dólares, aproximadamente R$ 3,2 milhões, destinados à compra de material de escritório e à contratação de serviços de interpretação. Somam-se a esses valores mais R$ 98,7 mil pagos especificamente a intérpretes. À época da viagem, o dólar estava cotado em torno de R$ 5,30, elevando o custo total para cerca de R$ 6,1 milhões.
As informações foram encaminhadas ao Legislativo no dia 25 de novembro, por meio de ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira, em resposta a um requerimento apresentado pelo deputado federal Capitão Alden.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a comitiva oficial contou com quatro integrantes além do presidente. Com despesas custeadas pelo governo federal viajaram o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o próprio chanceler. Já sem ônus para os cofres públicos, participaram a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e o embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil junto à ONU.
O Itamaraty informou ainda que os custos relacionados a assessores e demais integrantes da comitiva ampliada não estão incluídos nesse levantamento. Essas despesas, segundo a pasta, são de responsabilidade direta da Presidência da República, o que indica que o valor total da viagem pode ser superior ao montante inicialmente informado.
