O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), reagiu com dureza à revelação de que a Polícia Civil do Estado teria realizado ações de monitoramento contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro. Em nota pública, o parlamentar classificou a prática como “espionagem”, afirmou que o episódio remete a períodos autoritários da história recente do país e cobrou providências imediatas do Governo do Estado.
Segundo Porto, o uso de agentes públicos para vigiar adversários políticos representa uma grave violação ao Estado Democrático de Direito e não pode ser tratado com naturalidade. O deputado afirmou que fatos dessa natureza causam indignação e exigem investigação rigorosa, além de esclarecimentos transparentes à sociedade pernambucana.
Na manifestação, o presidente da Alepe também relatou já ter sido alvo, junto com familiares, de ações semelhantes, atribuídas ao que chamou de “gabinete do ódio”, supostamente instalado no núcleo do governo estadual. Ele relembrou discursos feitos anteriormente na tribuna da Assembleia, nos quais denunciou a existência de uma estrutura organizada para disseminar ataques, mentiras e injúrias contra adversários políticos do Palácio do Campo das Princesas.
Porto afirmou que a recente notícia sobre perseguições a servidores da Prefeitura do Recife aprofunda a gravidade do caso, ao indicar que recursos públicos e tecnologias modernas teriam sido utilizados para vigiar, constranger e intimidar opositores do governo. Para o deputado, agentes que deveriam atuar na proteção da população estariam sendo desviados de sua função institucional para fins não republicanos.
Ao final da nota, Álvaro Porto cobrou uma resposta firme da governadora, afirmando que a sociedade espera providências compatíveis com a gravidade das denúncias. Ele também mencionou a expectativa por medidas judiciais relacionadas a pendências envolvendo uma empresa ligada à família da governadora, ressaltando que o episódio reforça a necessidade de transparência e responsabilidade na condução do poder público.
