A segunda-feira de Carnaval em Goiana foi marcada por um encontro vibrante entre tradição, memória e identidade cultural. No Polo Misericórdia, o público acompanhou um verdadeiro espetáculo a céu aberto, onde cores intensas, ritmos contagiantes e personagens simbólicos deram o tom de uma festa que vai além da folia e reafirma o orgulho de um povo por suas raízes.
O destaque da noite ficou por conta do 4º Encontro de Maracatus de Baque Solto, que emocionou quem passou pelo local. Os caboclos de lança, com seus figurinos exuberantes e movimentos imponentes, conduziram o público por uma experiência sonora marcada pela força das orquestras de metais e pela cadência da percussão. Grupos de diferentes cidades da região participaram da celebração, fortalecendo o intercâmbio cultural e ressaltando a importância dessa manifestação para a Zona da Mata Norte de Pernambuco.
A programação também abriu espaço para o Encontro de Caboclinhos, expressão cultural inspirada nas tradições indígenas que encontrou em Goiana um território de pertencimento. Com arcos, flechas, coreografias precisas e cantos carregados de simbolismo, as apresentações emocionaram o público e reforçaram o título simbólico da cidade como terra dos Caboclinhos. Cada dança parecia contar uma história, conectando passado e presente em um mesmo compasso.
A irreverência tomou conta das ruas com o desfile das burrinhas e das La Ursas, personagens que fazem parte da memória afetiva do Carnaval pernambucano. Entre risos, aplausos e muita animação, crianças e adultos se encantaram com a espontaneidade e o humor que essas figuras tradicionais levaram ao Polo Misericórdia, provando que a alegria também é um patrimônio cultural.
O evento contou com a presença do prefeito Marcílio Régio, acompanhado da primeira-dama Ana Silveira, do secretário de Cultura Ítalo César, além do ex-prefeito Eduardo Honório e outras autoridades, que prestigiaram de perto as apresentações e o envolvimento popular.
Ao longo da noite, a programação do Polo Misericórdia mostrou que o Carnaval de Goiana é mais do que festa: é resistência cultural, é celebração da história e é compromisso com a valorização das tradições que atravessam gerações. Em cada batida, dança e sorriso, ficou evidente o orgulho de uma cidade que mantém viva a sua cultura e a compartilha com quem chega para celebrar.
