Em meio às articulações políticas que envolvem o Partido dos Trabalhadores e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), para a formação da chapa majoritária nas eleições estaduais, a cena política da capital pernambucana ganhou um novo e significativo capítulo nesta segunda-feira (2). O vereador Osmar Ricardo (PT), presidente municipal da legenda, foi o responsável pela última assinatura que viabilizou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o gestor socialista.
A iniciativa foi apresentada pelo vereador Thiago Medina (PL) e já contava com o apoio declarado de parlamentares de diferentes partidos, entre eles Flávia de Nadegi (PV) e Jô Cavalcanti (PSOL). Faltava apenas uma assinatura para atingir o mínimo de 13 apoios necessários para o protocolo formal da proposição. A adesão de Osmar Ricardo completou o número exigido pelo regimento interno da Casa.
O gesto político ganhou ainda mais repercussão pelo contexto em que ocorre. Recentemente, Osmar se aproximou da governadora Raquel Lyra (PSD), o que já vinha sendo observado nos bastidores como um movimento estratégico dentro do tabuleiro estadual. Além disso, o vereador ocupa atualmente uma vaga como suplente, assumindo o mandato após João Campos convidar Marco Aurélio Filho (PV) para comandar a Secretaria de Direitos Humanos do Recife.
De forma simbólica, integrantes da oposição entregaram o documento ao presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), durante a sessão plenária. Segundo Thiago Medina, contudo, a formalização do pedido já havia sido realizada por meio do protocolo oficial, garantindo o trâmite regimental da matéria.
Assinam o requerimento, além de Medina e Osmar Ricardo, os vereadores Alef Collins (PP), Felipe Alecrim (Novo), Gilson Machado (PL), Fred Ferreira (PL), Davi Muniz (PSD), Eduardo Moura (Novo), Alcides Teixeira (Avante), Paulo Muniz (PL), Agora é Rubem (PSB), Flávia de Nadegi (PV) e Jô Cavalcanti (PSOL). A composição heterogênea de apoios evidencia que a proposta ultrapassou as fronteiras ideológicas tradicionais, reunindo parlamentares de diferentes espectros políticos.
Com o número mínimo de assinaturas alcançado, a expectativa agora gira em torno dos próximos passos regimentais e da eventual instalação da comissão. O episódio reforça o clima de tensão política na capital pernambucana, especialmente em um momento em que alianças e estratégias eleitorais estão em plena construção.
