A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais neste domingo (1º) para criticar duramente a manifestação organizada por políticos e apoiadores da direita na Avenida Paulista. Em publicação no X (antigo Twitter), ela afirmou que o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro estaria recorrendo a mentiras para atacar o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva.
No texto, Gleisi acusou os manifestantes de se apresentarem como defensores do país enquanto, segundo ela, teriam apoiado ações que enfraqueceram o Brasil no cenário internacional. A ministra fez referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o bolsonarismo teria “entregado o país” em episódios recentes para tentar proteger o ex-presidente. Em tom contundente, declarou que o governo não teme o embate político e classificou os opositores como “lesa-pátrias”.
A ministra também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, ao afirmar que ele estaria envolvido em “negócios escusos”. Gleisi citou o caso do Banco Master, alegando que uma coordenadora do escritório do parlamentar seria cunhada do empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira.
Na mesma publicação, a ministra reforçou o discurso de enfrentamento ao bolsonarismo e afirmou que a população brasileira não permitirá o retorno do grupo ao poder. Para ela, o país teria despertado de um “pesadelo” após o fim do governo Bolsonaro, que, segundo disse, deixou como herança centenas de milhares de mortes durante a pandemia e políticas que fragilizaram a economia e os programas sociais. As declarações ampliaram a repercussão política do ato na Paulista e evidenciam o clima de tensão permanente entre governo e oposição.
