O vereador Ibson Gouveia alcançou uma importante vitória na Câmara Municipal de Goiana com a aprovação, em plenário, do projeto de lei que inclui a ultrassonografia endovaginal como exame obrigatório no acompanhamento pré-natal da rede pública de saúde. A proposta agora segue para sanção do prefeito Marcílio Régio, etapa decisiva para que a medida passe a ser efetivamente implementada no município.
O projeto tem como foco a prevenção do parto prematuro, uma das principais causas de mortalidade neonatal e de complicações graves nos primeiros meses de vida. A ultrassonografia endovaginal permite medir o comprimento do colo do útero e identificar, ainda durante a gestação, mulheres com maior risco de dar à luz antes do tempo adequado. Com o diagnóstico precoce, torna-se possível adotar intervenções médicas e estratégias de acompanhamento que reduzem riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.
Além da prevenção da prematuridade, a proposta reforça a importância do diagnóstico antecipado de doenças e anormalidades que podem comprometer o desenvolvimento da criança. A identificação precoce, ainda no período gestacional ou logo após o nascimento, amplia as chances de tratamento eficaz e contribui para que o recém-nascido tenha melhores condições de crescimento, inclusão social e qualidade de vida.
Na justificativa apresentada aos parlamentares, Ibson Gouveia defendeu que investir em prevenção é uma política pública inteligente e humanizada, capaz de salvar vidas e também de reduzir custos futuros com internações prolongadas e tratamentos de alta complexidade. O vereador destacou que a iniciativa está alinhada a diretrizes nacionais que ampliaram o rol de exames preventivos no Sistema Único de Saúde, reforçando que o cuidado com a saúde materno-infantil deve ser prioridade.
Com a aprovação legislativa, a expectativa agora se volta para a sanção do Executivo municipal. Caso o projeto seja confirmado pelo prefeito, Goiana passará a contar com uma política pública específica voltada à redução de partos prematuros e à ampliação da proteção à mulher e à criança desde o início da gestação. Para o autor da proposta, trata-se de um avanço significativo na garantia de dignidade, acesso à saúde e melhores perspectivas de futuro para as famílias do município.
