O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 1º de março, que os ataques conduzidos pelos EUA em conjunto com Israel contra o Irã seguem “à plena força” e continuarão até que todos os objetivos militares e estratégicos sejam alcançados. A declaração foi feita em um vídeo divulgado pela Casa Branca, em meio à intensificação dos confrontos no Oriente Médio.
Segundo Trump, a operação iniciada no sábado prossegue com novos bombardeios sobre Teerã, enquanto o Irã respondeu com ataques a instalações militares norte-americanas localizadas em países árabes do Golfo. Relatos também apontam explosões em Jerusalém, ampliando o temor de que o conflito avance para uma guerra regional de maiores proporções.
Durante o pronunciamento, o presidente norte-americano lamentou a morte de três militares dos Estados Unidos confirmada oficialmente pelas Forças Armadas e admitiu que o número de vítimas pode aumentar. Trump afirmou que o governo prestará apoio às famílias dos soldados mortos e prometeu uma resposta ainda mais dura contra o que classificou como terrorismo. Para ele, a ofensiva representa uma defesa direta da civilização e da segurança internacional.
Trump também detalhou que centenas de alvos já teriam sido atingidos em território iraniano, incluindo bases da Guarda Revolucionaria do Ira, sistemas de defesa aérea e embarcações militares. Ele reiterou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante os ataques, assim como dezenas de integrantes do alto escalão do regime. Segundo o presidente, 48 líderes iranianos teriam sido eliminados em uma única ofensiva, o que ele descreveu como um “sucesso extraordinário”.
Em tom desafiador, Trump declarou que o comando militar iraniano estaria desestruturado e que integrantes das forças armadas do país estariam buscando rendição. O presidente voltou a oferecer imunidade a membros da Guarda Revolucionária e do Exército iraniano que depuserem as armas, ao mesmo tempo em que incentivou a população a assumir o controle do país.
Apesar do discurso beligerante, Trump sinalizou a possibilidade de diálogo. Em entrevista à revista The Atlantic, divulgada neste domingo, ele afirmou que está disposto a conversar com dirigentes iranianos, embora não tenha especificado quando ou com quem. Segundo o republicano, autoridades do Irã buscaram negociação, mas perderam a oportunidade ao prolongar o impasse. “Alguns daqueles com quem estávamos negociando morreram”, afirmou, acrescentando que os líderes iranianos tentaram agir com excesso de confiança.
As declarações mais recentes foram feitas antes do anúncio oficial das primeiras baixas norte-americanas no conflito, que incluem, além dos três mortos, cinco militares gravemente feridos e outros com ferimentos leves. Ainda assim, Trump reafirmou, em entrevista à Fox News, que a ofensiva é “muito positiva” e que os objetivos centrais da guerra — desmontar a liderança da república islâmica e destruir sua capacidade militar — estariam sendo rapidamente alcançados.
Com a escalada dos ataques e a troca de ameaças, o conflito entra em uma fase crítica, marcada por discursos duros, perdas humanas confirmadas e crescente tensão internacional, enquanto o mundo observa com apreensão os próximos passos de Washington, Tel Aviv e Teerã.