O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (4) que forças americanas mataram o líder de uma unidade iraniana que teria participado de um plano para assassinar o presidente Donald Trump. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Pentágono, em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã.
“Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump foi quem riu por último”, declarou Hegseth, em tom enfático. Segundo ele, as autoridades americanas tinham conhecimento “há muito tempo” de que o governo iraniano nutria intenções de atingir Trump ou outros integrantes da administração dos Estados Unidos.
De acordo com o chefe do Pentágono, neutralizar os responsáveis pelo suposto plano não era o objetivo central das operações militares em curso, e o próprio Trump não teria levantado o tema como motivação para as ações. Ainda assim, Hegseth afirmou ter se assegurado de que os envolvidos na trama figurassem entre os alvos monitorados pelas forças americanas, sem detalhar a operação nem identificar oficialmente o comandante iraniano morto.
Autoridades americanas já vinham acusando o Irã de planejar atentados contra Trump como forma de retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, morto em 2020 em um ataque com drones no Iraque ordenado pelo então presidente americano durante seu primeiro mandato.
A nova declaração amplia a tensão diplomática e militar entre os dois países, em um momento delicado no Oriente Médio. Enquanto Washington reforça a narrativa de autodefesa e prevenção de ameaças diretas a seus líderes, Teerã historicamente nega envolvimento em planos de assassinato e acusa os Estados Unidos de promover instabilidade na região.
O episódio adiciona mais um capítulo à já longa rivalidade entre as duas nações, marcada por confrontos indiretos, sanções econômicas e acusações mútuas que se arrastam há décadas.