A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar após autoridades americanas anunciarem que a ofensiva militar contra o território iraniano deve atingir, nesta terça-feira (10), um dos momentos mais intensos da campanha. A declaração foi feita durante coletiva no Pentágono pelo secretário de Guerra Pete Hegseth.
Segundo Hegseth, as forças americanas estão ampliando as operações com o objetivo de enfraquecer decisivamente a estrutura militar de Teerã. De acordo com ele, os ataques buscam atingir diretamente a capacidade de produção de armamentos, destruir sistemas de mísseis e comprometer a força naval iraniana. O secretário afirmou ainda que o governo americano considera o atual momento estratégico para pressionar o país adversário. “O Irã está desesperado e em apuros”, declarou, acrescentando que os Estados Unidos não interromperão a campanha até que o inimigo esteja completamente derrotado.
Durante a mesma coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, Dan Caine, apresentou um balanço das operações já realizadas. Segundo ele, a campanha militar atingiu mais de cinco mil alvos dentro do território iraniano desde o início das ações. Entre os danos contabilizados estão a destruição de mais de 50 embarcações iranianas, além de ataques contínuos contra navios utilizados para a instalação de minas marítimas.
Apesar da intensidade das ofensivas, o general avaliou que o Irã ainda mantém capacidade de combate. Mesmo assim, ele afirmou que o desempenho militar iraniano não superou as expectativas estratégicas do comando americano. “O Irã está lutando, mas não é mais formidável do que imaginávamos”, afirmou.
A escalada militar ocorre em meio a trocas de ameaças entre autoridades dos dois países. O presidente americano Donald Trump declarou recentemente que os Estados Unidos poderiam ampliar drasticamente os ataques caso Teerã tente bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, um dos corredores mais importantes para o comércio global de energia. Segundo Trump, qualquer tentativa de interromper a passagem de navios petroleiros poderia provocar uma resposta militar “vinte vezes mais intensa”.
A ameaça provocou reação imediata de autoridades iranianas. O assessor de segurança do país, Ali Larijani, respondeu publicamente às declarações do presidente americano por meio das redes sociais. Na mensagem, afirmou que o Irã não teme o que classificou como “ameaças vazias” e alertou Trump para agir com cautela. Larijani chegou a insinuar que o presidente americano poderia se tornar alvo caso continue a elevar o tom do confronto.
O endurecimento do discurso e o aumento das operações militares aprofundam o clima de instabilidade na região do Golfo Pérsico, área estratégica para o mercado mundial de petróleo e frequentemente palco de disputas geopolíticas. Analistas internacionais avaliam que a intensificação dos ataques e das ameaças públicas aumenta o risco de um conflito de maiores proporções, com possíveis impactos na segurança global e na economia internacional.
