Um homem escapou por pouco de ser atingido por um míssil iraniano enquanto caminhava por uma rua da cidade de Or Yehuda, na região central de Israel. O episódio aconteceu na segunda-feira (9) e foi registrado por câmeras de segurança da prefeitura local, revelando o momento dramático em que a explosão ocorre a poucos metros de distância.
Nas imagens, o homem aparece atravessando a rua quando a força do impacto o lança violentamente ao chão. O vídeo mostra ainda que ele permanece caído por alguns instantes até receber ajuda de pessoas que estavam nas proximidades. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima nem sobre possíveis feridos no ataque ocorrido na cidade.
O bombardeio faz parte de uma série de ofensivas que vêm atingindo território israelense desde o início da nova escalada do conflito no Oriente Médio. Irã tem lançado drones e mísseis contra Israel após os ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e forças israelenses contra instalações iranianas em 28 de fevereiro, ação que marcou o início da atual fase da guerra.
Enquanto os ataques se multiplicam, a retórica entre os líderes envolvidos no conflito também se intensifica. O presidente americano Donald Trump afirmou recentemente que a guerra contra o Irã estaria “praticamente encerrada”, argumentando que a estrutura militar iraniana teria sido severamente enfraquecida. Segundo ele, o país já não possui capacidade naval, comunicações eficazes nem força aérea significativa. Trump também declarou que os mísseis iranianos se resumem agora a “disparos dispersos” e que drones e centros de produção estão sendo destruídos.
A resposta iraniana, no entanto, foi imediata. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o desfecho do conflito não será decidido pelos Estados Unidos. Em comunicado divulgado pela imprensa iraniana, o porta-voz da corporação afirmou que o futuro da guerra dependerá exclusivamente das forças armadas do país. Segundo ele, “a equação e o status da região estão agora nas mãos do Irã”, acrescentando que as forças americanas não terão poder para determinar o fim do confronto.
Enquanto líderes trocam ameaças e declarações públicas, o impacto humanitário da guerra continua a crescer. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde iraniano, os ataques já deixaram mais de 1.200 mortos no Irã, incluindo cerca de 200 mulheres e 200 crianças com menos de 12 anos. O número de civis feridos ultrapassa 10 mil.
Estimativas divulgadas pela organização Human Rights Activists News Agency apontam números ainda mais elevados, indicando ao menos 1.708 mortos no país, entre eles mais de mil civis, quase 200 crianças, além de militares e vítimas cujo status não foi confirmado.
A guerra também provocou baixas em outras partes da região. Em Israel, ao menos 13 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O conflito já deixou centenas de vítimas em Líbano, além de registrar mortes em Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Omã. Outros países da região, como Catar e Jordânia, registraram feridos.
O episódio ocorrido em Or Yehuda simboliza o clima de tensão que se espalha pela região. Em meio a sirenes, ataques e ameaças militares, civis continuam expostos a um conflito que parece longe de chegar ao fim, mesmo diante das declarações de líderes internacionais.
