A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo e explosivo capítulo nesta quarta-feira (18), após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que o Exército israelense matou o ministro de Inteligência do Irã, Esmail Khatib. Segundo Katz, a operação ocorreu na noite anterior e faz parte de uma ofensiva mais ampla contra lideranças estratégicas iranianas.
A morte de Khatib ocorre apenas um dia após Teerã confirmar a perda de outra figura central de sua estrutura de segurança: Ali Larijani. A sequência de baixas no alto escalão do país sinaliza um endurecimento das ações militares e intensifica o clima de instabilidade na região.
O cenário se torna ainda mais delicado diante da postura dos Estados Unidos. O Departamento de Estado dos Estados Unidos havia oferecido uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações que levassem ao paradeiro do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, além de outros integrantes do alto escalão, entre eles o próprio Khatib.
Em tom firme, Katz afirmou que a ofensiva está apenas começando e que o nível dos ataques tende a aumentar. Ele revelou ainda que, ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, autorizou previamente as Forças Armadas a atingirem qualquer autoridade iraniana de alto nível, desde que haja confirmação por parte dos serviços de inteligência, eliminando a necessidade de novas autorizações para cada ação. A mensagem foi direta: Israel pretende continuar perseguindo seus alvos.
O ministro também indicou que o conflito pode atingir um novo patamar nas próximas horas. Segundo ele, são esperadas “surpresas significativas” ainda ao longo do dia, tanto no confronto direto com o Irã quanto nas operações envolvendo o Hezbollah, aliado de Teerã no Líbano.
Em comunicado, o Exército israelense justificou a ação ao afirmar que Khatib teve papel relevante na repressão a protestos internos no Irã, incluindo a detenção e morte de manifestantes, além de atuar diretamente na formulação de estratégias de inteligência do regime. Ainda de acordo com os militares, ele também estaria à frente de operações consideradas terroristas contra alvos israelenses e americanos ao redor do mundo.
A ofensiva marca um momento crítico no conflito e amplia o risco de um confronto ainda mais abrangente, com impactos que podem ultrapassar as fronteiras da região e repercutir no cenário internacional.
