A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu a necessidade de esclarecimentos sobre a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, em meio a questionamentos envolvendo o Banco Master. Para a parlamentar, as suspeitas levantadas são prejudiciais à imagem e à legitimidade da mais alta Corte do país.
Em entrevista ao jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Erika afirmou que a situação é delicada e causa preocupação, sobretudo pelo histórico institucional do STF. Segundo ela, a eventual associação entre integrantes do Judiciário e interesses privados pode comprometer a confiança pública. “É doloroso ver uma instituição que teve um papel tão importante sendo contaminada por esse tipo de relação”, declarou.
Ao comentar o caso de forma individual, a deputada sugeriu que Dias Toffoli se afaste de qualquer julgamento relacionado ao banco. A recomendação se baseia no fato de o ministro ter reconhecido participação em uma empresa familiar que, no passado, vendeu ativos a fundos ligados ao Banco Master. Para Erika, a medida seria uma forma de preservar a lisura dos processos e evitar questionamentos futuros.
Já em relação a Alexandre de Moraes, a parlamentar ressaltou a importância de apuração das informações divulgadas pela imprensa. Entre os pontos citados estão possíveis trocas de mensagens com pessoas ligadas ao banco e a atuação da advogada Viviane Barci, esposa do ministro, em um contrato milionário envolvendo a instituição financeira. Erika ponderou, no entanto, que ainda não há comprovação dessas interações e que qualquer conclusão deve ser baseada em fatos devidamente investigados.
A deputada reforçou que o momento exige cautela e transparência, destacando que a credibilidade do Judiciário depende da clareza na condução de casos sensíveis. Para ela, mais do que responsabilizações precipitadas, é fundamental que todas as informações sejam esclarecidas de forma rigorosa, evitando danos permanentes à imagem do STF.
