Em meio ao conflito com a Rússia, milhares de pessoas participaram da Marcha do Orgulho em Kiev para defender a igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+ na Ucrânia. Entre os participantes, militares que atuam na linha de frente da guerra chamaram atenção ao reivindicar reconhecimento legal para seus relacionamentos.
A mobilização ocorre em um momento de preocupação com um possível retrocesso nos direitos civis, após a aprovação, em primeira instância, de um projeto que reafirma o casamento como a união entre um homem e uma mulher. Organizações de direitos humanos alertam que a medida pode afetar diretamente casais formados por militares LGBTQIA+, que hoje não têm acesso aos mesmos direitos garantidos a casais heterossexuais em situações de hospitalização, indenizações e decisões médicas.
Durante a marcha, soldados relataram que enfrentam uma dupla batalha: combater a invasão russa e lutar pelo reconhecimento de seus direitos dentro do próprio país. Histórias de casais separados pela guerra e de militares que se sentem invisíveis perante a legislação marcaram o ato.
Apesar de pesquisas recentes apontarem um aumento do apoio da população à igualdade de direitos para pessoas LGBTQIA+, integrantes da comunidade afirmam que as mudanças ainda caminham lentamente. Enquanto seguem defendendo o país no campo de batalha, eles esperam que o reconhecimento legal também avance dentro da Ucrânia.
