A Câmara dos Deputados terá, a partir de 2027, três mulheres trans entre os parlamentares da nova legislatura. O resultado das eleições de 2026 manteve Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG) na Casa e acrescentou a deputada eleita Thabatta Pimenta (PV-RN), que conquistou seu primeiro mandato federal.
Erika Hilton e Duda Salabert fizeram história nas eleições de 2022 ao se tornarem as primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados. Quatro anos depois, as duas renovaram seus mandatos. Erika foi reeleita por São Paulo e alcançou uma votação de aproximadamente 1,6 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara.
Em Minas Gerais, Duda Salabert também garantiu a reeleição. Segundo a Agência Câmara, ela ficou entre os candidatos mais votados do estado e deverá iniciar um novo mandato em fevereiro de 2027.
A novidade será Thabatta Pimenta, do Rio Grande do Norte, que chega pela primeira vez ao Congresso Nacional. A eleição amplia a presença de mulheres trans na Câmara e faz com que o grupo passe de duas para três representantes na próxima legislatura. Thabatta será a primeira deputada federal trans eleita pelo Nordeste.
A mudança ocorre em um cenário de aumento geral da bancada feminina. Segundo a Câmara dos Deputados, 109 mulheres foram eleitas para a Casa em 2026, contra 90 na atual legislatura, um crescimento de 21,1%. Mesmo com o avanço, as mulheres representarão 21,3% dos 513 deputados federais, enquanto 404 homens foram eleitos.
A nova composição da Câmara tomará posse em fevereiro de 2027 e marcará uma nova configuração da representação feminina e trans no Congresso Nacional, com Erika Hilton, Duda Salabert e Thabatta Pimenta ocupando cadeiras na Casa.




