A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fortaleceu as articulações de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil) para continuarem à frente da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.
O PL, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro para ampliar seu espaço no comando do Congresso, perdeu força com o resultado eleitoral. A estratégia da sigla incluía disputar a presidência de uma das Casas, preferencialmente o Senado.
Na Câmara, Hugo Motta já reúne o apoio de 12 partidos, que somam 273 deputados, garantindo uma base expressiva para buscar a reeleição. No Senado, Alcolumbre precisa conquistar pelo menos 41 votos para continuar no cargo, diante da força da bancada do PL.
A permanência dos dois parlamentares pode facilitar a articulação política do governo Lula, que terá pela frente o desafio de negociar propostas em um Congresso com forte presença da direita.




