O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) voltou a levantar questionamentos incisivos sobre a condução do Governo de Pernambuco na utilização de recursos de empréstimos já autorizados desde 2023 pela Assembleia Legislativa do Estado (Alepe). Neste fim de semana, ele reagiu à publicação, no Diário Oficial, de um novo pedido de prorrogação — o quarto termo aditivo ao contrato firmado com a Caixa Econômica Federal — para a aplicação de um saldo de R$ 1,1 bilhão ainda não utilizado.
Para Waldemar, a solicitação escancara a dificuldade da atual gestão em executar os investimentos no prazo previsto e desmonta, de vez, a narrativa oficial de que a Alepe estaria atrasando o andamento de obras importantes por não aprovar com urgência novos financiamentos. “Como havíamos previsto, caiu por terra a narrativa que alguns tentavam construir de que a Assembleia estaria prejudicando a execução de obras importantes para o Estado”, afirmou, destacando a inconsistência entre o discurso da gestão estadual e sua capacidade de entrega.
Segundo o parlamentar, esses recursos poderiam estar financiando intervenções estruturantes há muito esperadas pela população, como o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232. “A governadora atesta mais uma vez, através desse quarto termo aditivo, a incapacidade de sua gestão para conseguir gastar recursos autorizados há dois anos”, criticou, ressaltando que o prazo original do contrato já permitiria o início e até a conclusão de parte dessas obras.
Waldemar também chamou atenção para a falta de clareza quanto ao novo prazo solicitado, afirmando ter enviado um ofício ao governo solicitando acesso à íntegra do documento. “Não está explícito no extrato quanto tempo a mais o governo está pedindo. Pernambuco tem o direito de saber”, enfatizou.
Encerrando sua crítica com uma dose de ironia, o deputado se dirigiu diretamente à governadora com uma pergunta carregada de indignação e urgência: “Quanto tempo, governadora? Quanto tempo a mais a senhora vai precisar para aplicar esse recurso? Pernambuco tem o direito de pelo menos receber essa informação. E quer receber logo, porque Pernambuco tem pressa”. A frase ressoa como um contraponto direto ao slogan utilizado pela própria governadora em suas redes sociais — agora usado contra ela por quem cobra mais ação e menos propaganda.
Foto: Lu Rocha
