O financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a ser alvo de novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Polícia Federal (PF). Nos últimos dias, o ministro André Mendonça solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre uma notícia-crime que questiona se recursos destinados à produção audiovisual teriam sido usados para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
A manifestação da PGR será fundamental para definir se o STF abrirá um inquérito ou arquivará o caso. Paralelamente, a Polícia Federal instaurou uma investigação, sob relatoria do ministro Flávio Dino, para apurar suspeitas de direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do filme.
As investigações tiveram origem após a divulgação de gravações em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar o projeto. Segundo as informações, parte dos valores negociados teria sido destinada a um fundo sediado no Texas, onde Eduardo Bolsonaro reside atualmente.
Outro ponto investigado envolve o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas por Mário Frias a uma organização ligada à produtora do filme. A apuração foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e tramita sob sigilo. Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, confirmou que o inquérito foi instaurado após autorização do STF para investigar as suspeitas relacionadas ao caso.
