O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (15) que não pretende atacar outros pré-candidatos do campo da centro-direita durante a campanha eleitoral. Em entrevista ao podcast Flow, o parlamentar defendeu a união do grupo político e disse acreditar que a convergência será necessária em um eventual segundo turno.
Segundo Flávio, críticas entre nomes do mesmo espectro ideológico enfraquecem a oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho”, declarou.
O senador também afirmou que trabalha com a expectativa de avançar para o segundo turno da disputa presidencial e, por isso, considera estratégico preservar o diálogo com outros pré-candidatos da centro-direita, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
“Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em quem vai para o segundo turno”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio às articulações do campo conservador para as eleições de 2026, em um cenário que reúne diversos pré-candidatos à Presidência e em que lideranças da oposição discutem a possibilidade de unificação em torno de um único nome na reta final da campanha.
