Jim Caviezel em Dark Horse – Foto: Reprodução melhorada com IAA Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar uma possível ligação entre a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bol2sonaro (PL), e a empresa ACX ITC Tecnologia, suspeita de integrar uma estrutura de lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A apuração tem como foco transferências de R$ 28 milhões realizadas no início de 2025 pela Entre Investimentos para a ACX ITC. A Entre é controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, apontado como responsável por viabilizar o financiamento do longa-metragem estrelado pelo ator Jim Caviezel.
As informações tiveram origem em investigações da Polícia Civil de São Paulo e passaram a integrar a operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Entre as linhas de investigação está um acordo de R$ 134 milhões envolvendo Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, segundo a apuração, teria como objetivo captar recursos para a produção do filme.
De acordo com os investigadores, a suspeita não é, necessariamente, de que todos os envolvidos mantinham relação direta entre si, mas de que uma mesma estrutura financeira possa ter sido utilizada para operações distintas, incluindo um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Para esclarecer a movimentação dos recursos, a PF determinou a quebra do sigilo bancário da Entre Investimentos.
A investigação também analisa transferências de recursos da Entre para um fundo de investimento nos Estados Unidos ligado ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Até o momento, os investigados não detalharam a natureza dessas operações.
Caso os documentos obtidos não sejam suficientes para esclarecer os fatos, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, poderá autorizar novas requisições de informações às instituições financeiras envolvidas.
Em nota, a assessoria da Entre Investimentos afirmou que todas as operações realizadas pela empresa seguem a legislação vigente, observam as normas dos órgãos reguladores e são conduzidas com integridade e transparência.
A investigação segue em andamento e, até o momento, não há conclusão da Polícia Federal sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados.
*Com informações do Pleno News
