O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma nova política tarifária que estabelece sobretaxas de 10% a 12,5% sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais. No caso do Brasil, a tarifa será de 12,5%, sob a justificativa de que o país não adota ou aplica de forma eficaz medidas para impedir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado.
Segundo o governo norte-americano, a medida faz parte da estratégia do presidente Donald Trump para combater o que classificou como “escravidão moderna”, exigindo que os parceiros comerciais fortaleçam o combate à circulação de mercadorias produzidas em condições análogas à escravidão.
Apesar da nova tarifa, alguns dos principais produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos permanecerão isentos da cobrança. Entre eles estão o café, a carne bovina, o etanol, medicamentos, aeronaves e peças da Embraer.
De acordo com o USTR, 54 das 60 economias investigadas não adotaram ou não aplicaram medidas suficientes para impedir a comercialização de produtos oriundos de trabalho forçado. Já países como Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia, segundo o órgão, possuem regras sobre o tema, mas ainda falham na aplicação efetiva dessas restrições.
