Oficializado neste domingo (26) como candidato à Presidência da República pelo PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reafirmou que concederá indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso seja eleito. Segundo ele, a medida seria adotada já no primeiro dia de um eventual governo como forma de promover a pacificação do país.
Em entrevista à CNN, Caiado reiterou a promessa feita anteriormente e afirmou que mantém o compromisso.
“Quando disse aquilo [promessa de anistia para Bolsonaro], disse e sustento. Vou sim tomar essa iniciativa no meu primeiro dia de governo, porque quero pacificar o país”, declarou.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para Caiado, a polarização entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os apoiadores do ex-presidente não tem produzido resultados concretos para a população brasileira.
Durante a entrevista, o candidato também voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que a queda do parlamentar nas pesquisas seria consequência de denúncias recentes.
“Ele não tem dado respostas convincentes”, afirmou.
Ao defender sua candidatura como uma alternativa ao cenário político atual, Caiado disse que o Brasil precisa buscar um novo caminho e evitar a escolha de nomes que acumulam altos índices de rejeição.
“O Brasil não pode optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional”, declarou.
Ronaldo Caiado ingressou no PSD no início deste ano após deixar o União Brasil para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Na nova legenda, superou a disputa interna com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era apontado como favorito, mas desistiu da corrida presidencial, além do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Deputado federal por cinco mandatos, ex-senador e governador de Goiás por duas gestões, Caiado volta a disputar a Presidência da República. Sua primeira candidatura ao cargo ocorreu em 1989, quando obteve menos de 1% dos votos.
*Com informações da Agência AE
