A tensão comercial entre China e Estados Unidos ganhou um novo capítulo. O governo chinês anunciou nesta quarta-feira (5) a imposição de restrições às exportações de drones para o mercado americano e incluiu seis empresas dos EUA em uma lista de sanções, em resposta às recentes medidas adotadas por Washington.
Segundo o Ministério do Comércio da China, as ações dos Estados Unidos prejudicaram os interesses do país asiático, levando Pequim a adotar contramedidas. Entre elas está o reforço do controle sobre a venda de produtos de uso duplo ligados a drones, equipamentos que podem ter aplicações tanto civis quanto militares.
A decisão ocorre poucos dias depois de os EUA ampliarem as restrições comerciais, incluindo robôs humanoides e quadrúpedes — muitos fabricados na China — na lista de produtos considerados sensíveis para a segurança nacional. Washington também adicionou cerca de 40 entidades chinesas a uma lista relacionada ao combate ao trabalho forçado.
Como resposta, a China proibiu qualquer tipo de transação ou cooperação com seis empresas americanas, entre elas a Applied DNA Sciences e a Stratum Reservoir. Apesar de uma trégua firmada entre os dois países em outubro do ano passado, o novo embate mostra que as disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo continuam longe de um desfecho.
