O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defende a adoção do semipresidencialismo no Brasil e citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um possível nome para ocupar o cargo de primeiro-ministro.
Pelo modelo, o presidente continuaria como chefe de Estado, responsável por questões estratégicas, enquanto o primeiro-ministro ficaria à frente da gestão do governo, dependendo do apoio do Congresso para permanecer no cargo.
Cury afirmou que o atual sistema presidencialista concentra poderes demais nas mãos do presidente e avaliou que a divisão de funções poderia tornar o país mais moderno e eficiente. Para ele, o Congresso já exerce forte influência sobre o orçamento por meio das emendas parlamentares e deveria também assumir responsabilidade pela escolha e sustentação de um primeiro-ministro.
Além de Tarcísio, o candidato citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como possível nome para comandar um futuro Ministério da Segurança.
O plano de governo de Cury também prevê mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim da vitaliciedade dos ministros e a adoção de mandatos fixos de oito anos.
Na avaliação do candidato, o novo modelo permitiria substituir um primeiro-ministro considerado ineficiente, impopular ou corrupto sem gerar uma crise institucional semelhante a um processo de impeachment presidencial.
