O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) elevou o tom ao comentar os novos desdobramentos do caso Banco Master e as informações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em coletiva de imprensa, Caiado afirmou que não é possível tratar o episódio como um assunto encerrado diante das novas revelações.
“Não dá para passar pano para pessoas que estão envolvidas”, declarou o presidenciável, ao avaliar que o caso expõe um problema que, segundo ele, ultrapassa o Banco Master e alcança instituições do país.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações sobre novos pagamentos feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro relacionados ao filme Dark Horse. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pela revista Piauí, em setembro de 2025 houve um pagamento de US$ 1,6 milhão, equivalente a cerca de R$ 8,2 milhões, a um fundo que administrava os recursos antes do repasse à produção.
O dado ganhou repercussão porque, anteriormente, Flávio Bolsonaro havia afirmado, em entrevista à GloboNews, que o último pagamento de Vorcaro teria ocorrido em maio de 2025.
Caiado criticou a tentativa de encerrar o assunto e afirmou que novos elementos continuam surgindo. “A cada dia aparece uma surpresinha”, disse. Para o candidato, um postulante à Presidência não poderia simplesmente se recusar a discutir o episódio sob o argumento de que o caso seria “página virada”.
O governador de Goiás também voltou a demonstrar preocupação com as informações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso Master. Na avaliação de Caiado, as denúncias apontam para um problema mais amplo nas instituições brasileiras.
“Existe um processo de podridão que atinge, não só o Supremo, mas os poderes constituídos no país”, afirmou.



