Faltando pouco mais de 20 dias para o primeiro turno, a pesquisa Datafolha mostra Raquel Lyra com 47% e João Campos com 42%. A diferença de cinco pontos mantém a governadora numericamente à frente, mas dentro da margem de erro de três pontos. Mais importante do que a fotografia é perceber que, depois de meses de oscilações, as duas campanhas chegaram a um estágio de relativa estabilidade.
A Quaest divulgada poucos dias antes apontou uma fotografia parecida: Raquel com 43% e João com 37%, também em empate técnico. Ou seja, não há, neste momento, um movimento suficientemente consistente para decretar virada, consolidação ou vitória antecipada de qualquer lado.
João cresceu dois pontos no Datafolha, enquanto Raquel manteve os 47%. Ao mesmo tempo, os indecisos caíram de 4% para 2%. É justamente aí que mora uma das maiores disputas das próximas semanas. Com menos eleitores ainda sem posição definida, conquistar cada voto passa a exigir mais presença, mais exposição e, sobretudo, capacidade de convencer quem ainda não decidiu.
Outro dado merece atenção. A avaliação positiva do governo Raquel oscilou de 50% para 48%, enquanto a avaliação ruim ou péssima passou de 18% para 20%. A aprovação da governadora está em 65%. São mudanças pequenas, dentro da margem de erro, mas que mostram que a disputa também passa pela percepção sobre a gestão.
E é justamente por isso que os próximos dias serão tão importantes. João precisa transformar o crescimento registrado no Datafolha em tendência, enquanto Raquel precisa impedir que essa aproximação se transforme em movimento de virada. Nenhum dos dois pode se dar ao luxo de relaxar.
Em uma eleição apertada, não são necessariamente os grandes movimentos que fazem a diferença. E, quando a disputa chega nesse ponto, cada voto começa a ter endereço, história e importância.
FURA TETO E FURA FILA
O primeiro debate entre João e Raquel realizado em Caruaru, também não produziu uma ruptura. Houve críticas, provocações e algumas alfinetadas, mas os candidatos mantiveram, em linhas gerais, as estratégias que já vinham apresentando nas sabatinas. O embate mais direto ficou por conta das acusações de “fura-teto” e “fura-fila”. Nada, até aqui, capaz de alterar radicalmente o cenário.
MARCÍLIO VISTORIA OBRAS
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, aproveitou o sábado para visitar obras, acompanhar de perto os serviços e conversar com moradores. Entre as agendas, esteve em Povoação de São Lourenço, onde vistoriou as obras do aguardado Gramadão. O prefeito destacou que novas ações estão a caminho no município.
HALLAIS CRITICA, JUSTIÇA MULTA
O candidato a governador Renan Hallais causou repercussão ao afirmar que o ex-governador Eduardo Campos era “só mais um ladrão”. A declaração rendeu ao político uma multa de R$ 10 mil aplicada pela Justiça Eleitoral. O episódio adiciona mais um capítulo à campanha, que começa a esquentar também no campo das acusações pessoais.
O SENADOR DE RAQUEL?
O candidato Mendonça Filho afirmou, durante agenda ao lado de Raquel neste sábado, que é o “senador do coração” da governadora, mesmo sem integrar a chapa. Ele segue reforçando que esta alinhado à reeleição de Raquel. A governadora, porém, não citou seu nome no discurso e manteve a defesa de Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte para o Senado.
ELCIONE DE OLHO NA OBRA
A prefeita de Igarassu, Elcione Ramos, acompanhou de perto o avanço das obras de contenção da encosta de Ana de Albuquerque. Com mais de 300 metros de extensão, a intervenção busca proteger as famílias da comunidade e prevenir deslizamentos, levando mais segurança aos moradores.
DUDU QUER MANDATO NO STF
O candidato ao Senado Eduardo da Fonte defendeu, em entrevista, mandato de oito anos para ministros do STF e afirmou que votaria pelo impeachment de um integrante da Corte caso fosse comprovada violação à Constituição. Dudu também alfinetou adversários que, segundo ele, exploram o tema na propaganda eleitoral por falta de propostas.



