O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein foi condenado nesta quarta-feira (23) a 15 anos de prisão em Nova York, após um novo julgamento relacionado à agressão sexual contra Miriam Haley, ex-assistente de produção. Segundo a acusação, Weinstein a obrigou a praticar sexo oral em 2006.
Aos 74 anos, o ex-magnata de Hollywood é alvo de denúncias de dezenas de mulheres. O caso de Haley já havia resultado em uma condenação em 2020, quando Weinstein recebeu uma pena de 23 anos de prisão. Quatro anos depois, porém, uma corte de apelações anulou a sentença por questões processuais.
Em um novo julgamento, realizado no ano passado, Weinstein voltou a ser considerado culpado. Durante a audiência desta quarta, realizada em um tribunal lotado em Nova York, ele pediu clemência e afirmou que não era um homem violento. Sentado em uma cadeira de rodas, também pediu desculpas às pessoas que, segundo ele, foram prejudicadas por suas ações.
A Promotoria havia solicitado uma pena de 20 anos. Já a defesa argumentou que uma condenação mais longa poderia fazer com que Weinstein morresse na prisão.
Haley também falou diante do tribunal e afirmou que as consequências da agressão permanecem até hoje. Segundo ela, o episódio provocou impactos psicológicos e representou uma consequência que descreveu como uma “pena perpétua”.
Weinstein ainda enfrenta outro processo na Califórnia, relacionado à condenação por estupro e agressão sexual de uma atriz em Los Angeles, em 2013. A condenação foi mantida por uma corte de apelações, mas a pena de 16 anos foi anulada, e uma nova sentença deverá ser definida.
Em Nova York, outro julgamento envolvendo a atriz Jessica Mann terminou sem veredicto do júri e foi declarado nulo em maio.




