A China passou a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que exceder a cota anual de importação estabelecida pelo país asiático. A medida entrou em vigor após o Brasil atingir o limite de 1,106 milhão de toneladas previsto para 2026.
Com a nova cobrança, a tarifa total sobre os embarques que ultrapassarem a cota chega a 67%, considerando os 12% de imposto de importação que já eram aplicados ao produto. A sobretaxa faz parte de um mecanismo de salvaguarda adotado pela China e não é exclusiva do Brasil.
O Brasil atingiu o limite de sua cota no fim de setembro. A partir de então, as cargas que excederem o volume estabelecido ficam sujeitas à cobrança adicional, aumentando o custo para frigoríficos e exportadores brasileiros que pretendam manter os embarques para o mercado chinês.
A China é um dos principais destinos da carne bovina brasileira. Em 2025, o país asiático importou cerca de 1,68 milhão de toneladas do produto brasileiro, volume que representou aproximadamente 48% das exportações brasileiras de carne bovina naquele ano.
Diante da mudança, o governo brasileiro busca alternativas para reduzir os efeitos da restrição. Entre as possibilidades discutidas está a utilização de cotas não preenchidas por outros países fornecedores, enquanto o setor também avalia a abertura e ampliação de mercados alternativos para a carne brasileira.
A cota brasileira para 2027 será de 1,128 milhão de toneladas, volume superior ao estabelecido para 2026. Representantes do setor, porém, avaliam que o novo limite também poderá ser alcançado rapidamente, diante da demanda chinesa pela carne brasileira.
A medida chinesa faz parte de uma salvaguarda com duração prevista de três anos e atinge diferentes países exportadores. Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, a sobretaxa incide sobre o volume que ultrapassar a cota definida, e o tema continua sendo negociado com as autoridades chinesas.
*Com informações da Agência EFE




