Uma das leituras da eleição de 2026 em Goiana está na capacidade dos prefeitos de transformar apoio político em votos para seus candidatos. E, nesse aspecto, os números de Marcílio Régio chamam atenção, especialmente quando comparados aos resultados obtidos pelo grupo do ex-prefeito Eduardo Honório em 2022.
Naquela eleição, Honório estava à frente da Prefeitura e apoiava Luciano Bivar para deputado federal, além dos candidatos a deputado estadual Mário Ricardo e Antônio Moraes. Bivar recebeu 3.552 votos em Goiana, enquanto Mário Ricardo alcançou 4.147 e Antônio Moraes, 1.778 votos.
Quatro anos depois, Marcílio apresentou uma votação expressiva para seus principais aliados. Guilherme Uchoa Junior recebeu 7.575 votos para deputado federal, enquanto Sileno Guedes chegou a 6.114 votos para deputado estadual.
Marcílio também não trabalhou sozinho. Vereadores de sua base participaram ativamente da campanha de Guilherme Uchoa Junior e Sileno Guedes, levando os candidatos para diferentes regiões do município e reforçando a mobilização junto às comunidades.
E há outro dado que merece atenção. Na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos, candidato apoiado por Marcílio, terminou atrás de Raquel Lyra no município: 22.019 votos contra 27.552 da governadora. Já na disputa pelo Senado, dois nomes ligados ao grupo de João terminaram na frente. Marília Arraes obteve 23.531 votos e Humberto Costa, 23.505. Do outro lado, Eduardo da Fonte teve 12.533 votos e Túlio Gadêlha, 3.528.
Os números mostram que, apesar das dificuldades e dos embates políticos enfrentados ao longo do mandato, Marcílio conseguiu mobilizar uma quantidade significativa de votos para seus aliados.
Na política municipal, esse é um ativo importante. Prefeito não transfere voto automaticamente. Precisa construir uma rede capaz de fazer esse voto chegar à urna. E a eleição de 2026 mostrou que Marcílio conseguiu colocar essa rede em funcionamento em favor de seus candidatos.





