Aliados do presidente Lula (PT) demonstram confiança em uma virada no segundo turno das eleições presidenciais, apesar da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. O petista obteve 45,16% dos votos, enquanto o adversário alcançou 47,03%.
No último domingo (11), manifestações em apoio a Lula ocorreram em diversas cidades do país. No Recife, o ato reuniu lideranças políticas, movimentos sociais e estudantes em uma mobilização para conquistar novos votos e convencer os eleitores que não compareceram às urnas.
O senador Humberto Costa (PT) classificou a virada como “perfeitamente possível”. Já a senadora Teresa Leitão destacou a participação popular, enquanto o deputado estadual João Paulo afirmou que a campanha trabalha para levar às urnas os eleitores ausentes no primeiro turno.
A deputada Dani Portela defendeu ampliar a mobilização também nas redes sociais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 33,4 milhões de brasileiros não votaram no primeiro turno, um contingente disputado pelas duas campanhas.
A ministra Luciana Santos, por sua vez, classificou a disputa como “desigual” e criticou o poder das grandes empresas de tecnologia sobre as redes sociais. Ela citou a suspensão temporária do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, determinada pelo presidente do TSE, Nunes Marques, e posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Apesar da desvantagem inicial, os aliados petistas apostam na intensificação da campanha para reverter o resultado antes do segundo turno.




