A RIHPE – Rede de Institutos Históricos de Pernambuco, entidade agregadora dos institutos históricos, geográficos e culturais, apresenta à sociedade civil seu posicionamento em face do grave momento político que nosso País vive.
Inicialmente faz-se necessário ressaltar serem todas as organizações abrangidas pela RIHPE, apartidárias e nos termos dos seus estatutos, desprovidas de ações eleitorais ou relacionadas a quaisquer ideologias políticas.
Entretanto, não podemos deixar de analisar o cenário de instabilidade causada pela grande polarização, com reflexos em todos os segmentos sociais. Partindo das propostas apresentadas, das ações realizadas em diversos governos, no que diz respeito à Cultura de modo geral.
A defesa do Patrimônio cultural, material e imaterial, e de maneira mais ampla da memória histórica nacional, do meio ambiente como expressão da rica geografia do Brasil, nos obriga a alertar a todos os membros dos institutos históricos e geográficos a fazerem uma profunda reflexão nesses dias que antecedem o 2º turno nas eleições gerais de 2026.
Estamos nos referindo a escolha do Presidente da República para o próximo quadriênio, mas, por trás de todo processo eleitoral estão presentes elementos que precisam ser vistos, notadamente a defesa do Estado Democrático de Direito, das políticas públicas culturais, inclusivas e extensivas ao universo de expressões da rica diversidade brasileira. Incluímos a defesa da Soberania do Brasil como uma “cláusula pétrea” que tem cada um de nós como assinante e protetor.
As ações dos Institutos estão de maneira natural, alicerçadas em uma gestão administrativa, a nível federal, estadual e municipal, que contemple e apoie de maneira justa todos os grupos e associações que promovem de maneira nobre e resiliente a cultura. Programas de governo que não vislumbrem essa diversidade cultural, os espaços dedicados as populações quilombolas, ao povo negro, aos povos originários, a cultura popular e a todas as áreas específicas, da literatura, do teatro, da música, das artes plásticas, da pesquisa histórica e geográfica, dos museus e bibliotecas, enfim, de toda cadeia da Economia de Cultura.
De maneira especial precisamos nos referir as nossas raízes, aos nossos valores. Somos de Pernambuco, o “Leão do Norte”, que expulsou os invasores batavos; da Federação de Palmares; do grito da república em Olinda; da Revolução de 1817; da Confederação do Equador; de tantas lutas e lutadores; apaixonados pela Liberdade, e que traz essa força em seu Hino: “És a fonte da vida e da história. Desse povo coberto de glória…”
Que a Democracia, a República, o Bem Comum sejam vencedores! Façamos a nossa parte.
RIHPE – REDE DE INSTITUTOS HISTÓRICOS DE PERNAMBUCO
Manifesto de proclamação da Confederação do Equador por Manoel de Carvalho Paes de Andrade:
“Brasileiros. – A salvação da honra da pátria, e da liberdade, a defesa de nossos imprescritíveis e inalienáveis direitos de soberania, instam, urgem e imperiosamente comandam que com laços da mais fraterna e estrita união, nos prestemos recíprocos auxílios para nossa comum defesa.




