As manifestações realizadas no último sábado (17) na França terminaram com cerca de 2 mil pessoas detidas e 600 policiais, gendarmes e bombeiros feridos, segundo balanço provisório divulgado neste domingo (18) pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez. Os atos foram marcados por confrontos, ataques a prédios públicos e saques a estabelecimentos comerciais em diferentes cidades do país.
De acordo com o Ministério do Interior, aproximadamente 550 mil pessoas participaram dos protestos em todo o território francês. Os organizadores, porém, estimam que o número de manifestantes tenha ultrapassado 800 mil. Em Paris, cerca de 110 mil pessoas percorreram o trajeto entre as praças da República e de Clichy, conforme dados oficiais.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou uma reunião de crise para avaliar os impactos dos distúrbios e pediu ao Ministério Público que solicite a prisão preventiva dos detidos.
A dimensão dos confrontos também provocou críticas ao governo. A líder ambientalista Marine Tondelier pediu a renúncia de Nuñez, argumentando que o ministro subestimou a proporção da mobilização. Antes dos atos, a previsão oficial era de até 150 mil participantes.
A onda de protestos reúne sindicatos, estudantes, integrantes do movimento dos Coletes Amarelos e outros grupos insatisfeitos com o aumento do custo de vida, o preço dos combustíveis e a deterioração dos serviços públicos. Os manifestantes também reivindicam melhorias na educação e nas condições das escolas.




