O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, de “podre” ao questionar a honestidade do parlamentar. A declaração foi feita nesta terça-feira (20), durante uma entrevista coletiva em um ato de campanha realizado entre Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, a cinco dias do segundo turno das eleições.
“Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele, não vai ter coragem de abrir o sigilo telefônico, nem a conta bancária, e não vai ter coragem nem de abrir os dados de pessoa jurídica, porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata da honestidade”, afirmou Lula.
Durante o evento, o presidente também informou que já protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de dados de familiares e de uma empresa da qual é sócio. A iniciativa, segundo Lula, está condicionada à decisão de Flávio Bolsonaro de autorizar a divulgação das mesmas informações.
O ato reuniu aliados políticos, entre eles a senadora eleita Marília Arraes (PDT), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
A mobilização começou às 14h, na Orla 2, em Juazeiro, e seguiu para Petrolina, atravessando a ponte Presidente Dutra. A expectativa dos organizadores era reunir caravanas do Sertão pernambucano, do norte da Bahia e do sul do Piauí.
Na ocasião, Lula afirmou acreditar que Pernambuco e Bahia serão decisivos para a vitória que espera conquistar no domingo. Antes da agenda no Vale do São Francisco, o presidente havia participado de um ato de campanha em São Luís, no Maranhão.




